Agentes de IA e IA generativa já são a prioridade nº 1 de investimento em tecnologia para 53% das empresas brasileiras em 2026, superando segurança da informação e nuvem (41%), segundo a ABES. Mais de 70% das empresas do país já investem em agentes de IA ou planejam investir nos próximos 12 meses. Para quem gestiona um negócio menor, a pergunta deixou de ser “se” vale investir e passou a ser “por onde começar sem gastar o que não tem”.
Durante anos, o topo da lista de investimento em tecnologia das empresas brasileiras foi disputado por segurança da informação e infraestrutura em nuvem — fazia sentido, já que proteger dados e manter sistemas no ar são a base de qualquer operação digital. Em 2026 esse ranking virou. A IA generativa e os agentes autônomos passaram para o primeiro lugar, e isso não é só uma curiosidade de mercado: é um sinal de para onde o orçamento das empresas concorrentes está indo.
Se você é dono ou gestor de uma empresa de porte pequeno ou médio, esse dado importa menos pelo número em si e mais pelo que ele revela: enquanto você ainda avalia “se compensa” automatizar o atendimento ou um processo interno com IA, parte relevante do mercado já decidiu que compensa e está alocando dinheiro para isso agora.
Neste artigo você entende por que a IA ultrapassou segurança e nuvem no orçamento das empresas, o que está por trás dessa virada, se isso vale também para negócios menores e por onde começar sem comprometer o caixa.
Por que a IA virou a prioridade nº 1 de investimento das empresas em 2026?
Segundo o levantamento Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências 2025, divulgado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em junho de 2026, 53% dos executivos brasileiros apontam IA generativa e agentes de IA como a principal prioridade de investimento em tecnologia para o ano. Em segundo lugar vem segurança da informação e nuvem, com 41% — uma diferença de 12 pontos percentuais que não existia nas edições anteriores do estudo, quando segurança costumava liderar.
O mesmo levantamento mostra que 40% das empresas brasileiras já investem ativamente em agentes de IA e outras 33% planejam fazer isso nos próximos 12 meses — ou seja, mais de 70% do mercado nacional já está dentro dessa movimentação ou a caminho dela. O setor de software e serviços no Brasil reúne 41.613 empresas e movimentou US$ 35,4 bilhões em 2025, segundo a mesma pesquisa, o que dá uma ideia do tamanho do mercado que está redirecionando orçamento para IA.
O que está empurrando os agentes de IA para o topo da lista?
A principal diferença entre o ciclo de IA generativa de 2023-2024 e o momento atual é que agentes de IA não geram só texto ou imagem: eles executam tarefas de ponta a ponta, como responder um cliente no WhatsApp, qualificar um lead ou acompanhar um processo interno sem depender de alguém clicar em cada etapa. Isso muda a conta de ROI — não é mais “ferramenta que ajuda a equipe a escrever mais rápido”, é “processo que roda com menos gente no meio”, o que justifica orçamento maior e mais estratégico.
Outro fator é a maturidade da oferta: em 2024 implantar um agente de IA exigia equipe técnica própria ou contrato caro com integradoras grandes. Em 2026, soluções prontas e integrações via WhatsApp Business, CRM e ERPs tornaram a entrada mais barata, o que tirou a decisão das mãos só das corporações com TI robusta e trouxe empresas médias para dentro da estatística.
| Prioridade de investimento em tecnologia (2026) | % das empresas brasileiras |
|---|---|
| IA generativa e agentes de IA | 53% |
| Segurança da informação e nuvem | 41% |
| IA e machine learning (uso geral) | 35% |
| Infraestrutura em nuvem | 24% |
| Big data e analytics | 24% |
Fonte: ABES, Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências 2025 (divulgado em junho de 2026).
Isso vale só para grande empresa ou também para o meu negócio?
A pesquisa da ABES tem viés natural para empresas de tecnologia e corporações com orçamento de TI formal, mas o movimento de fundo — agentes de IA baratos, prontos e fáceis de integrar ao WhatsApp — é justamente o que abriu espaço para negócios pequenos e médios entrarem nessa prioridade sem precisar de um departamento de inovação. Na prática, quem vende, atende ou vende de novo pelo WhatsApp hoje compete com concorrentes que já automatizaram parte dessa conversa — e cada mês de atraso é um mês de atendimento mais lento, resposta mais devagar e venda perdida para quem já automatizou.
Isso não significa trocar segurança e proteção de dados por IA — os dois seguem importantes, até porque automatizar atendimento sem cuidado com dado sensível cria risco novo. Significa que, se antes IA era “projeto do futuro” na lista de prioridades da empresa, agora ela compete de igual para igual com decisões mais tradicionais de TI.
Por onde uma PME começa a investir em IA sem gastar muito?
Não é preciso reproduzir o orçamento de uma corporação para entrar nessa movimentação. O caminho mais comum entre empresas brasileiras de porte médio costuma seguir esta ordem:
- Atendimento no WhatsApp: um agente de IA que responde dúvidas frequentes, qualifica o cliente e passa para um humano só quando precisa — normalmente o primeiro investimento, pelo retorno rápido;
- Follow-up de vendas: automação que reativa orçamento parado ou carrinho abandonado, sem depender da memória do vendedor;
- Organização interna de dados: antes de automatizar processos mais complexos, vale garantir que cadastro de cliente, estoque e financeiro estejam num lugar só — agente de IA mal alimentado gera resposta errada;
- Processos administrativos repetitivos: emissão de nota, conciliação financeira simples, relatório gerencial — tarefas que consomem hora de gestor sem exigir julgamento humano.
Um exemplo prático: uma rede de três óticas no interior de São Paulo começou só com um agente de IA no WhatsApp para responder sobre horário, confirmar se a receita estava dentro da validade e marcar atendimento. Em poucos meses, o dono notou que menos clientes desistiam por demora na resposta — e só depois disso decidiu investir em automação do financeiro. O investimento inicial foi pontual, não um projeto grande de uma vez.
A segurança da informação deixou de ser prioridade?
Não — ela só perdeu a liderança isolada que tinha. Segurança e nuvem continuam em segundo lugar com 41% das empresas, um número alto, e qualquer empresa que automatiza atendimento ou processo com dado de cliente precisa reforçar esse cuidado junto com a IA, não no lugar dela. O risco real é tratar os dois como prioridades concorrentes quando, na prática, uma automação de atendimento malfeita — sem controle de acesso, sem política clara sobre o que a IA pode ou não fazer — cria exatamente o tipo de brecha que a segurança da informação deveria evitar.
Perguntas frequentes sobre IA como prioridade de investimento das empresas
O que são “agentes de IA”, na prática, para quem não é da área de tecnologia?
São sistemas de IA que não só respondem uma pergunta, mas executam uma tarefa completa sozinhos — como atender um cliente no WhatsApp do início ao fim, ou organizar um follow-up de vendas — sem precisar que alguém acompanhe cada passo manualmente.
Minha empresa pequena precisa seguir essa tendência agora?
Não existe prazo fixo, mas quanto mais concorrentes diretos já automatizarem atendimento e vendas, maior a desvantagem de quem ainda responde tudo manualmente — o momento certo é quando a demora no atendimento já está custando venda.
Quanto custa começar a investir em IA em 2026?
Projetos pontuais, como um agente de atendimento no WhatsApp, custam muito menos do que um projeto de automação completa de processos — o investimento inicial pode ser escalonado, começando pequeno e crescendo conforme o retorno aparece.
A segurança da informação deixou de importar para as empresas brasileiras?
Não. Segurança e nuvem continuam entre as prioridades mais citadas (41%), só não lideram mais isoladas — a recomendação é tratar IA e segurança juntas, não como escolha entre uma ou outra.
Qual o primeiro passo prático para uma PME que quer começar com IA?
Mapear o ponto de atendimento ou venda onde a demora ou a falta de resposta mais custa cliente hoje — geralmente o WhatsApp — e começar a automação por ali, antes de tentar automatizar processos internos mais complexos.
Se a sua empresa ainda está decidindo “se” vale investir em IA, o dado da ABES mostra que parte relevante do mercado já decidiu. Fale com a NexusAI e chame a gente no WhatsApp para entender por onde começar sem comprometer o orçamento da sua empresa.



